agosto 15, 2009 at 11:56 pm (Uncategorized)

Sabe quando bate os cinco minutos?

Bateu, viu?

Go Glove!

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[suspiros]

julho 20, 2009 at 11:09 am (Rascunhos)

Eu olho para o sol, olho para a lua.

Gosto da possibilidade de você estar olhando para eles também. Mesmo que não ao mesmo tempo.

Cafona, né?

Mas eu gosto. Gosto de pensar que onde quer que você esteja, aquela lua para a qual eu olho está lá para você olhar também – ela te olha por mim. Se não há nada que eu possa fazer para iluminar seus caminhos, ela faz. Se eu não posso fazer nada para aquecer o seu dia, o sol é o meu abraço.

Quem sabe esse vento que bate no meu rosto agora não bagunçou o seu cabelo algumas esquinas antes?

Eu sei que, além de bestas, esses sentimentos são muito comuns. Vulgares. Lugares-comuns.

Mas, oh puxa, mil desculpas,  eu gosto de você.

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Freak out!

junho 28, 2009 at 3:26 am (Uncategorized)

Teste

Neurótico, psicótico ou caso para estudo?

Que tipo de ser humano você está se tornando e qual seu nível de perigo para a sociedade?

Pergunta única – Você tem medo das vozes na sua cabeça e do estilo de vida que está levando quando:

a) Elas cantam “Ceeeelebrate good times, come on!” quando você descobre que o quilo onde almoça está oferecendo chá de laranja com gengibre; #felicidade #fail

b) Elas cantam “oooOOOH FREAK OUT!” enquanto você responde a uma enquete sobre peculiaridades suas; #auto-representação #fail

c) Elas respondem o nome do quilo onde você almoça quando te perguntam qual seu restaurante preferido; #vidapessoal #fail

d) Você sonha que está trabalhando – digitando fórmulas matemáticas no Word. Acorda, volta a dormir e continua sonhando com o trabalho, do mesmo ponto em que parou. Repetidas vezes; #elaboraçãoonírica #fail

e) Sofrendo com a redação de dois ensaios, as vozes dizem “eu queria ser o Michael Jackson, porque ele está morto e não tem que passar por isso”; #amoràvida #fail

f) O homem mais gostoso que você vai conhecer na vida está ao seu lado, virilha na altura do seu rosto, mas você nem nota porque está ocupada demais procurando uma palavra em um texto do Foucalt. #sexualidade #fail

Resposta:
Se você nunca passou por nada assim, sua superioridade humilha.
Se você se identificou com uma das alternativas acima, ainda há tempo! Leia Gigi How e get over yourself.
Se você se identificou com mais de uma das alternativas acima, tem duas opções: entrar para algum grupo de militância anti-manicomial ou torcer para, no futuro, ser salvo por algum deles.

Life #fail

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Me enerva

junho 18, 2009 at 10:15 am (Uncategorized)

A ilusão de ter poder satisfaz muita gente, né?

Ontem a editora-em-que-trabalho bloqueou o Twitter. O que, além de esperado,  não chega a ser um problema real – quem usava continua usando, só mudou a forma de fazê-lo e a legalidade disso. Me pergunto onde o pessoal de sistemas acha que chega com esse monte de bloqueios que impõe aos funcionários.

Há gerentes que usam o Twitter para se comunicar com autores. Eu o uso, inclusive, para ler notícias sobre o mercado editorial e sigo editoras que, olha só, usam o Twitter para se comunicar com seu público.

Daí, hoje, na intranet, há uma notícia sobre um prêmio muito bacana e muito merecido que a editora-em-que-trabalho ganhou. Junto com a nota, um clipping dos sites onde o assunto foi comentado. Entre os vários links, duas contas do Twitter.

(…)

 

Cansativo.

 

(Ah, vale lembrar que o WordPress também é bloqueado. E que nem por isso atualizo meu blog em casa)

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junho 9, 2009 at 11:22 pm (Uncategorized)

 

Freud disse um bocado de coisas bastante óbvias, mas que, por ele ter dito, foram tidas como coisas muito geniais. Fuck Freud.

Por exemplo, ele afirmou que uma das maiores fontes de mal-estar para o ser humano, junto com a certeza da morte e a força incontrolável da natureza, é a sua relação com outros seres humanos. Alguém além de Sheldon Cooper não sabe disso? Pergunte a John, Paul e Yoko. Ouça um pouco de Morrissey.

Qualquer um que já tenha depositado sua confiança em alguém que simplesmente ignorou promessas feitas sabe o que é isso – tipo, “tomarei conta dele por você”, uma promessa que se mantém até o momento em que você deixa seu algo muito importante na mão dessa pessoa e…  ela o abandona naquela exata situação que você temia.

Freud também dizia que a perda é um dos mais significativos fatores no processo de adoecimento. Porque, segundo a galera que acredita na psicossomática, a doença é um fenômeno bio-psico-socio-ecológico (não necessariamente com todos esses hífens, admito), é resultado de uma conjunção de elementos. Surge quando um acontecimento é tão intenso que a psique do sujeito não consegue oferecer  resistências. Mas isso você também já deve ter sentido, sem precisar da ajuda de Freud.

Você fica doente pela falta de alguém. Ou de algo. Não importa se uma pessoa da sua família morreu, se um avião caiu ou se um site vai acabar, não há uma escala universal de valor para as perdas, portanto não há como prever como você vai ser atingido, e ninguém pode julgar a legitimidade dos seus sentimentos. Níguém sabe quanto afeto e quanto esforço podem estar envolvidos em algo aparentemente secundário.

Todo mundo tem um órgão de choque, aquele preferencial para doenças – a garganta, o sistema respiratório, digestório… O corpo fala o que o ser cala. Dejours disse que adoecemos por um outro e para um outro, quando algum elemento desse vínculo entra em colapso.

Enfim, para encerrar sem perder o foco deste post: fuck Freud.

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