Momento narrativo*
Elevador descendo.
Encostada em uma parede, ela encara os próprios pés e se pergunta por que os homens tem essa mania de ficar olhando.
Olhando para ela, ele permanece na parede oposta.
De resto, o elevador está vazio.
Ela tem vontade de falar com ele. Qualquer coisa – mas não repetiria a mesma frase duas vezes. Se estivesse ao seu lado, pegaria na mão dele.
Mentira, não pegaria.
Gostaria de levantar a cabeça e olhar para ele. Fazer contato.
Levanta a cabeça e olha para ele.
Sente o corpo envolvido pelo frio, está mais leve, uma onda bate suave em seu rosto. A água é salgada e só há o oceano, imenso. Todo um estranhamento.
O elevador pára.
Ela sai.
Ele sai.
Vão embora.
el, Rafa disse,
Maio 28, 2009 às 10:24 pm
O “*Coisa de Iza” é o mais engraçado! Sim, isso é muito Iza!
Essa música é uma das que mais gosto, mas não me lembro de já ter visto o clipe alguma vez… estranho…
Fábio disse,
Junho 5, 2009 às 9:37 pm
Uau. E Oasis é bom demais, né?
frank disse,
Junho 6, 2009 às 11:30 am
Mari, e aquele livro do seu professor? deu certo? o julio fez um parecer favorável a ele
tonollica disse,
Junho 13, 2009 às 1:01 pm
Oasis é ótimo. Posto isso, ao comentário.
Pensei em sugestões de como se aproximar do moço. Uma coisa que geralmente não dói, não dá na cara, mas se ele estiver interessado vai perceber é ser gentil. Quando a porta do elevador abrir, dê um jeito de segura-la para ele sair. Voce vai ter que eplhar para ele e ele para você e um sorriso vai surgir. Logo, contato feito, sem grandes sustos. Depois, a saída do prédio é sempre uma forma de continuar o contato, nem que seja um tchau. A proxima vez que ele te encontrar no elevador vai rolar um “oi”.
Mas deixa pra lá. As vezes é bom deixar algumas coisas passarem batido na vida. Elas viram post e machucam menos. Quase sempre.