Rascunho #9
In order to keep this blog going, we are now publishing some old drafts. Things have been a little slow around here due to lack of time and this incomprehensible unstoppable flow of thoughts in poor english. We’re sorry about that and sincerely apologise to all of you. All the three of you.
Now enjoy some meaningless poorly written little amount of random thoughts. Feel free to mock about it and to correct what’s written above – it would be very instructive.
(By the way: if you dislike this post, blame on Iza, who encouraged me to publish it)
Ser uma mulher feia é um crime pelo qual se paga por toda a vida.
Ser uma mulher linda durante a juventude é um crime pelo qual se paga ao envelhecer. É uma escravidão da qual a idade te liberta. E então você já não tem mais valor.
Veja o caso de Brigitte Bardot. “Eu dei minha beleza e minha juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e minha experiência aos animais”.
O que acontece com um ser tão profundamente objetificado quando ninguém mais o quer?
Quem escreve bem é elogiado por seus textos – o que o leva a continuar escrevendo. O mesmo ocorre com quem desenha, canta, etc…
Se a pessoa deixa de escrever bem e passa a ser criticada por isso, ela pode fugir da perda de seu talento abandonando completamente a escrita. É uma forma de evitar ser confrontada com a dor do próprio fracasso.
E o que faz a pessoa bonita, que era elogiada por ser bonita – a despeito de outras qualidades que pudesse ter? Como ela pode fugir quando o fracasso está inscrito no próprio corpo, no rosto, naquilo que representa objetivamente o seu ser? Digamos, no hardware ao qual está preso seu software?

Fábio disse,
Maio 20, 2009 às 10:56 pm
Brigitte Bardot poderia ser feia, horrenda, horripilante, como de fato é hoje, mas seria mais respeitada pelas novas gerações de franceses se não tivesse adotado posições tão nefastas nos últimos tempos, principalmente contra imigrantes e homossexuais.
Defender animais é fácil, né? O difícil, para Brigitte, parece ser tolerar a diversidade de gênero, de cultura, de etnia, etc.
Aliás, ela hoje é casada com um ex-dirigente do Partido Nacional, de Jean-Marie Le Pen, o mais importante líder da extrema-direita francesa. Argh!
A maior feiura de Brigitte Bardot não está na aparência física atual, mas nas ideias caducas que tem na cabeça.
PS: Ei, adorei o rascunho! Vem mais por aí? :)
izaprado disse,
Maio 21, 2009 às 12:01 am
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Eu **SUPER** adorei o seu rascunho!
Fico **SUPER** feliz de ter te convencido a publicá-lo.
Melhor do que ver o seu blog atualizado é ter a honra de ler os textos que você escreve.
Sério mesmo!
O texto está MUITO bom!
Bem profundo e, como não poderia deixar de ser, desperta uma PUTA reflexão.
O tempo é cruel… Com todos!
A sabedoria está em saber lidar com isso e, mais do que isso, buscar em nossas almas TUDO aquilo que nos faz felizes e nos torna seres-humanos melhores.
Serão estas duas coisas que nos salvarão na velhice…
Sério!
A minha sorte é que te terei ao meu lado quando a minha hora de envelhecer chegar. Aí, tudo ficará mais fácil… Porque, com certeza, daremos BOAS risadas nos chás da tarde! =P
ADOREI!
Beijos