De passagem

Março 14, 2009 at 2:11 pm (Uncategorized)

Muro de estacionamento em frente ao prédio da pós-graduação da FESPSP - foto tirada em 11/03/2009 ao anoitecer

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Larger than life

Março 11, 2009 at 11:54 pm (Uncategorized)

Às vezes acho que cheguei ao limite na nossa relação.

Em um dia (ou ano) em que tudo dá errado, quando os problemas só existem na minha cabeça, quando não há mais como dar conta, ela dá um jeito. Uma palavra, uma lembrança, um gesto, um presente, um pouco (um monte) de atenção. Mesmo quando tudo vai bem, obrigada, ela inesperadamente surge e deixa esse tudo melhor. Meu cérebro já se acostumou tanto a isso que antecipa minha alegria quando sabe que vou encontrá-la depois do trabalho.

Desejo que cada pessoinha um dia conheça alguém assim, o mundo seria bem melhor. Tenho pena de cada homem no mundo por quem ela nunca se apaixonou nem vai se apaixonar, pois esses perdem algo muito único, muito incrível, algo muito acima do que a maioria dos homens merece. E considero de rara sorte os escolhidos – uma pena que nem todos eles entendam isso.

Como agradecer? Sorrio, abraço, tento dar um presente bacana, até digo “eu te amo”. Mas depois de três anos, chega o limite: não há como encontrar uma maneira adequada para tornar externa, materializar a minha gratidão por tudo o que ela faz.

Por isso esse post é simples e breve: porque não descobri nenhuma maneira de colocar em palavras, sons ou imagens o que sinto. Porque meu amor por ela é maior do que sou capaz de entender.

Desculpe, eu te amo demais para expressá-lo.
(Mas isso acontece com muita gente boa, não é?)

 

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A jornada de Bisonho

Março 3, 2009 at 7:00 pm (Uncategorized)

 

Cinco anos foi o tempo que levou para eu aprender como é bom os sonhos não darem exatamente certo.

Lembro da frustração de não passar na Cásper em 2004 – mais tarde ficaria sabendo de um amigo que entrou com 71 pontos (eu fiz 70). Depois de me matar de chorar, optei pela São Judas. Fui com minha mãe fazer a matrícula – afinal, ainda não tinha dezoito –, chorando pela Pedro Picollo. Ela tentava tornar as coisas melhores, apelando para os sentimentos: “imagine o orgulho do seu vô Luiz, olhando para você lá de cima, a primeira neta na faculdade”.

Cheguei para o primeiro dia de aula disposta a odiar tudo e a não fazer nenhum amigo. A primeira aula foi com o Warde, História da Arte, uma quarta-feira. Antes do intervalo eu já amava a minha faculdade. Sentava no fundo, com um grupo de garotos – o Flor, o Luiz, o Rodolfo… um dia, a Renata me chamou para sentar um pouco mais para a frente. Ela fazia questão de me desconcentrar durante as aulas de Teoria da Comunicação e Comunicação Comparada. Há desenhos no meu caderno provando seu nível de dedicação. O Rafa, ele sentava com a Luiza, viu meu pingente de guitarra e puxou assunto – Paul is dead. A Katya, linda, não precisava fazer nada em especial para chamar a atenção. O Caio e eu conversávamos a caminho da faculdade, muitas vezes sobre a Cásper.

O Nakazone, eu amava as aulas de sociologia – e era mais ou menos só eu mesmo. Saca? O Warde foi ótimo enquanto durou. A Jaqueline – “Mariana, a editora do Catarse, lógico que eu lembro!”. O Luís Mauro foi minha última primeira aula, às segundas. O primeiro diálogo, algo como: “professor, você gosta de IRA?” – “Como você sabe?” (cara de medo). – “É que você mencionou o Nasi e o Edgar Scandurra em dois exemplos… não poderia ser aleatório”. Nojinho do Matias, tão machista que fui até dar uma bronca nele – que prometeu se policiar. Como não rolou, passei a entrar nas aulas nos últimos cinco minutos, apenas para ter presença. Clóvis, um babaca padrão.

Daí eu não passei na tranferência da Cásper e fiz o segundo ano na USJT.

Dia 31 de janeiro de 2006, desliguei o telefone aos prantos e liguei para minha mãe, para contar que tinha passado na segunda tentativa de transferência para a Cásper. Em parte, chorava de alegria – em parte, porque no dia seguinte era aniversário da Rê, e não havia como dar a notícia. Dia 2, liguei. O silêncio matou mais que o “que merda!”

Dolores Umbridge nos apresentou: “Você é a Iza, do Apenas, do Jardim do Monet”? Tanto a Dolores quanto a Iza eu já conhecia um pouco, graças aos links no Alquimia. Também foi ela quem me apresentou à Tai, que tinha uma pocinha de sorvete na mão – eu fiz um comentário sarcástico sobre lavar as mãos, ela não achou bacana. Mas depois nos demos bem. A Pô e eu fizemos Sagoma juntas – “É uma minipeça sobre dois mortos em um elevador, indo pro além: um é otimista, o outro é pessimista”. – “Posso ser a pessimista, e você a otimista”. – “Mari, e se a gente invertesse”? Gênio. De lá também me veio o Bruninho, gentleman como não há outro. Catártico cantar Can’t help falling in love com a Talita no corredor, Brasil! A Marília, que apesar de viver em Oz, sempre ia no bar com a gente – e bebia? A Ligiazinha, beatlemaníaca e internacional. A Elisa, com cara de bonequinha e o cabelo sempre impecável, não tão assídua. O Jordani, lindo, “você tem olhos de cachorrinho de papel de carta”. O Fábio, namorado de uma amiga, amigo feito por meio de comentários no blog dela.

 A coordenadoria de Cultura Geral, também conhecida como O lugar mais legal do mundo – fundamental desde a primeira semana, importante por ainda muito tempo. Muito tempo – quem discorda, se viu e vai se ver comigo, in-ten-sa-men-te. Quando fui apresentada à Stefanie, fiz algum comentário maldoso e egoísta, algo idiossincrático demais para que ela entendesse que não era pessoal. Fiquei com medo de que, depois, ela não gostasse de mim – mas, no final das contas, ela me ajudou a chegar à colação hoje. Ela e o José Augusto, que continuamente me lembrava “você precisa terminar a faculdade este ano, Mari”. Não cheguei a comentar isso com ele, mas sem os dois eu não teria recebido o carinho de Carlinhos hoje. De verdade. Porque 2008 foi de uma dor refinada e uma diversão improvável.

É incrível pensar nas pessoas que tenho ao meu lado hoje e em como quase escapei delas. Qualquer coisa tivesse sido diferente, eu não teria sido mais feliz.

 

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