Sweet

Dezembro 21, 2008 at 6:40 pm (Uncategorized)

 

 (Escrito às quatro da manhã, chegando do show)

Inacreditável é uma palavra que não descreve a sensação desta noite. Talvez onírico. Tudo aconteceu rápido demais: desde a demorada fila para entrar até a demorada fila para o ônibus na saída, tudo rápido demais. Tudo comum demais para a noite em que estive com Madonna.

Music makes the people come together, really, porque era inacreditável a simpatia de todas aquelas pessoas, a disposição para conversar e ajudar com o que fosse preciso: desde bater fotos até levantar meninas nas costas durante o show.

Vendo o Morumbi lotado, era impossível não se imaginar no lugar dela, se perguntar o que ela estaria fazendo no camarim, como se sentia com toda aquela gente lá e como era sair de lá depois – será que ela sente a solidão que Janis Joplin sentia?

Sim, ela faz exatamente tudo aquilo que já foi feito nos shows anteriores. Mas isso acaba servindo para que cada palavra a mais dita para o público se torne mais especial. E, sabendo como ela não deixa de manifestar seu descontentamento, é absurdamente feliz ter a impressão de que ela também está gostando muito do show – que ela está gostando do show que nós estamos dando para ela. “Wanna see you jump”, e a gente pula. “Sing!”, a gente canta. “Clap your hands”, a gente bate palmas no ritmo da música. “Don’t stop clapping your hands”, e a gente ignora que os braços dóem e continua batendo palmas.

Uma hora e meia de atraso? Que atraso? Vamos perder o metrô e sair correndo com medo de ser perseguidas por um homem sinistro? Você é quem escolhe, Madgie. Seja feita a sua vontade.

 

Inacreditável, onírico, perfeito.

*

(Escrito domingo de tarde)

As músicas dela já não saem mais da cabeça. E a família não aguenta mais ouvir detalhes de tudo. Sobrou até para um trio de amigos na praça de alimentação do shopping: foi ouvir um deles dizer “daí ela falava ‘clap your hands means put your hands together’” que já fui perguntado o que eles acharam do show de ontem.

O momento mais mágico para mim foi quando nem estávamos ainda dentro do Morumbi. Era ainda entre quatro e quatro e meia da tarde quando, da fila, ouvimos música vindo do estádio. Imaginamos que o dj estivesse apenas testando os equipamentos. Até que ouvimos a voz dela, cantando, se preparando para fazer um show para nós. A Madonna realmente estava lá. Todo mundo gritava. Se a Renata não tivesse me abraçado, eu teria chorado até ser socorrida pela equipe de enfermeiros do estádio.

Já dentro do estádio, na pista, o aperto todo entre as pessoas era pretexto para todos puxarem assunto. Muitos gays – muitissíssimo simpáticos e generosos (“você é pequena, pode passar na frente. Cara, deixa ela passar na sua frente também”) -, muita gente de fora de São Paulo e todo mundo muito disposta o ajudar. Na arquibancada, ainda era claro, um esperto tenta roubar alguém e sai correndo. Assim que as pessoas se dão conta disso, passam a apontar para a polícia o trajeto do ladrão. E todo o estádio aplaudiu quando ele foi preso.

O dj, tosquíssimo, foi amplamente vaiado. O pessoal também deu tachau para ver se ele se mancava e ia embora. O cara teve as manhas de tocar Rappa e Marcelo D2. Revolta geral.

Quando os M se acenderam e as luzes do estádio foram apagadas, a arquibancada se tornou o cosmos, com todos os flashes pipocando na escuridão.

No show, todo mundo pulou, dançou, cantou, obedeceu cada um dos pedidos dela. Gritou I love you Madonna. Se acabou. Ela estava linda, sorridente, cheia de energia. Parecia tão feliz quanto nós. E fez várias piadinhas – além, é claro, de dizer que amava São Paulo, que quer voltar logo aqui (nisso eu gostaria de poder acreditar) e que, da próxima vez, vai escrever uma música junto com a gente “I / love / São Paulo… that would be the first line”.

Ainda não dá para acreditar que vi a Madonna. E que já acabou. Resta uma certa melancolia misturada com a alegria: há pouco eu era uma pessoa que ia ver a Madonna. Agora sou alguém que não vai mais.

Imagens do show para quem não estava lá – ou estava, mas tinha 1,62 m de altura – no Madonna Online Brasil.

Lição aprendida com o show: se você tem 1,60m, sempre compre ingresso para a área vip.

Lição aprendida com Madonna: descubra seu talento, tenha determinação e método. Assim você também é capaz de chegar ao sucesso.

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Vai… coloca!!!

Dezembro 20, 2008 at 12:07 pm (Uncategorized)

“Until you’ve lost your reputation, you never realize what a burden it was.”
  – Margaret Mitchell

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Break Away

Dezembro 18, 2008 at 5:22 pm (Uncategorized)

Manhã em São Paulo. Metrô, a caminho da Cásper, quantidade média de pessoas. Fora My sweet Lord no mp3, só havia o silêncio – até que entraram no vagão três professoras com um grupo enorme de crianças entre seis e nove anos.  O vagão ficou cheio. Muito cheio.

De pé, toda vez que o trem acelerava ou desacelerava, as crianças se jogavam umas sobre as outras, gritando, gargalhando. As professoras orientavam “Gente, este é o surf de São Paulo”, “Sintam o calor humano”, “Aproveita que a porta está aberta e respira!”, “Vamos cantar?”.

Inacreditavelmente, apesar de toda a gritaria (e, acredite, era muita) nenhum dos outros passafeiros fez cara feia. Todos sorriram e se divertiram com a diversão das crianças.

Às vezes o mundo é bom, né?

***

Última quinta-feira de Cásper, aprovação 7/8.

Preste especial atenção no Mike Love. Você vai saber quem é.

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Time is never time at all

Dezembro 17, 2008 at 5:12 pm (Uncategorized)

Última quarta-feira como casperiana! Sim, porque não permanecemos jovens para sempre…

Né?

Quartas-feiras sempre me fazem lembrar dele! (S2)

“Você está se beneficiando de um café?”

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Declaração de amor

Dezembro 16, 2008 at 5:37 pm (Uncategorized)

As Vingadoras este ano escolhemos fazer um amigo-secreto de cadernos personalizados. Depois que escolhemos o modelo-padrão, cada uma comprou um e começou a “firular”. Não sei o quanto de cola, tinta e glitter vem por aí, mas a minha amiga vai ganhar um caderno com algum papel camurça e muito papel laminado. [Cena: ônibus cheio descendo a Cardoso. Uma garota sorridente dubla Paul McCartney abraçando cinco rolos de papel laminado]

Eu amo azul roial.

Isso posto: não é lindo um papel laminado azul? Sério: eu sou uma adoradora da cor vermelha. Mas existe cor mais linda, inspiradora, sublime, feliz do que esta?

Aqui no Brasil já foi gíria dizer que está tudo bem afirmando “tá tudo azul”. O Tom Jobim escreveu uma música em que descreve o ser amado como “você que é feito de azul”. E em inglês o azul vira uma coisa triste. O que também dá para entender.

Ok, a imagem tá pobre. Mas deu para entender, não?

***

(Ok, agora vem aquilo que eu realmente queria escrever aqui)

Última terça-feira de Cásper! (possivelmente)

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