Angra dos Reis – parte I

Outubro 27, 2008 at 5:07 pm (Uncategorized)

 

(No início, uma ingênua felicidade)

 

Filme: Francisco deu sinal

Sinopse: Uma banda vai fazer um show em Angra dos Reis. Decidem fretar um ônibus para levar seus fãs e amigos. Dentro dele, Iza e Mari, cheias de expectativas. Bom humor, biquíni, fotos e um dia lindo. O final do filme é inesperado.

 

Cinco da manhã, depois de três horas de sono, acordar, pôr biquíni, vestido e sair de casa. Metrô, ônibus, terminal Carrão. Depois de uma hora e da completa negação de uma imagem criada por dois imaginários, o ônibus sai em direção a Angra dos Reis. No cenário, uma garrafa, 880ml de um genérico de Baianinha, sabor chocolate.

Uma garota (Jaque) não pára de falar. E ela fala gritando. Feito bêbada.

- Nossa, você já tá bem alta, né?

- Não, eu sou sempre assim. [Vai vendo]

 

Após algum tempo, parada para o almoço e fotos no varandão. Grande varandão. O ápice da viagem.

- Quem deu o sinal, a polícia ou o Francisco?

- Poti-poti perna de pau ou peti-peti perna de pau?

A ida para Angra deveria levar cinco horas (levou oito). Às três da tarde, já no Rio de Janeiro, a temperatura cai. Névoa. [Vai vendo]

As casinhas simples, as vaquinhas malhadas, os cavalinhos e os trilhos de trem vão dando lugar a uma paisagem, digamos, mais radical. A estrada era de paralelepípedos, cheia de despenhadeiros, e o ônibus balançava. Para completar a festa, a névoa engrossa e não é possível ver nada 30cms adiante. Um túnel, daqueles que parecem ter sido cavados no meio das pedras.

 

Veja bem: um túnel escuro e cheio de névoa, onde ninguém vê nada, e o ônibus chacoalhando. Enquanto Iza apertava o braço de Mari em desespero, Mari gargalhava de desespero. Para aquela situação só existia uma palavra: soterramento. Mas o ônibus atravessa lentamente o primeiro túnel. Depois o segundo. No terceiro, mais confiante, o motorista manda ver no acelerador – apesar do desespero dos passageiros – e, na saída, quase pega um Corsa que vinha em sentido contrário. Tudo isso ao som de La isla bonita e Vogue.

 

Horas depois, a visão de Angra! Mas descobre-se que, na verdade, a praia onde ia rolar o show ficava mais perto de Paraty. De volta para Paraty. O ônibus chega então ao Centro Histórico de Mambucaba, uma vilinha simples, bem perto da praia. Mas, peraí, o show ainda não era lá. Volta tudo, chega-se ao Perequê, uma cidadezinha muito pobre, com todas as drogarias fechadas e longe de qualquer praia.

Link Permanente Deixe um comentário

Angra dos Reis – Parte II

Outubro 27, 2008 at 5:07 pm (Uncategorized)

(Quando caiu a ficha, cansaço e desilusão)

 

O lugar do show era um barraco, teto quase caindo. O tal do organizador do festival de bandas, Marcelo, escafedeu-se. A bateria e os equipamentos de som alugados estavam sendo levados embora pelo dono, que tomou um calote. Nada de show.

 

Pelas estreitas ruas da cidade era possível brincar de Onde está Wally, porque como não era possível manobrar o ônibus, o motorista tinha que circular até achar onde estacionar. Era olhar em uma direção qualquer que lá estava nosso ônibus vermelho.

 

As bandas lesadas ficaram na frente do lugar enquanto seus convidados ficaram no bar do outro lado da rua. Ao lado, uma Assembléia de Deus em festa. Umas casinhas adiante, uma festa funk organizada por meninas de uns 15 anos. De repente, chega um carro de polícia, cheia dos milicos, com uma metralhadora na janela, de frente para a geral no bar.

 

*Momento de tensão*

 

Mas foram os caras da banda que chamaram. Um travesti que conhecia todo mundo na cidade ficou de localizar o tal Marcelo. Enquanto se discutia se era melhor voltar para São Paulo ainda de noite, alguém vem avisar que o motorista do ônibus estava enchendo a cara. Mas era mentira – ele só estava dormindo no ônibus. Então todos resolvemos voltar para casa – sem show, sem praia e sem bola de futebol (que o vocalista chutou para dentro do forro do barraco).

 

Depois de uma hora esperando por aqueles que haviam fugido para a praia, partimos. A banda toca, todo mundo canta, Rafa pede Beatles para deixar Mari feliz. Mari fica feliz. Todos resolvem que estão cansados e vão dormir, menos… Jaque (aquela lá de cima, que grita feito bêbada). E ela grita me-ta-de do caminho de volta – e a volta tomou sete horas. Só se cala quando sua mãe, que até então achava tudo muito bonitinho e pedia mais, a recomendou que parasse, porque o namorado (da própria Jaque) estava com dor de cabeça. Pausa para comer lanche em um posto onde o banheiro não tinha sabão para lavar as mãos.

- Você é meio obsessiva com essa coisa de sabão, né?

 

Todos dormem e acordam de volta no terminal Carrão, sãos e salvos, onde tudo começou. Três da manhã, nada de metrô ou ônibus. Táxi até o Paraíso, R$72,00. Um taxista louco, muitas piadas com amigos de outra banda e uma parada, com direito a carinho no Tom Zé, até o metrô Paraíso abrir. 24 horas de biquíni depois, dormir.

 

Foi um sábado incrível!

 

Moral da história 1: e os camelos, que têm as bolas em cima das costas!

Moral da história 2: não fode, porque a Sônia Abrão fica sabendo!

 

(E fica a pergunta: alguém gosta da Sônia Abrão?)

 

Link Permanente 2 Comentários

Outubro 17, 2008 at 3:28 pm (Uncategorized)

Olá!

Incrível como, apesar deste blog ficar sem atualização por muito tempo, meus amigos continuam aparecendo por aqui. E é por eles que escrevo este post, já que nada tem acontecido na minha vida. Fico me sentindo culpada.

Mas nas vidas de alguns amigos as coisas andam lindas. A Musa Ruiva, por exemplo, desembarcou em Londres ontem. Uma recepção intimista foi preparada:

 

 

Não está, assim, à altura dela, mas achei digno. LDN jamais será a mesma.

Dia desses estava no lugar mais legal do mundo conversando com Stefanie e José Augusto a respeito do PCC. Veja bem:

1. Ele fala a meu respeito quando não estou por perto;

2. Ele cobra minha atenção quando não noto sua presença;

3. Ele tirou minha franja da frente dos meus olhos = contato físico.

Segundo a Witch, são indícios claros de que ele está a fim de mim. Maravilha, hein? [/MC Catra]

Por fim, faço uma pergunta à pessoa que encontrou este blog procurando uma combinação estranha e nerd no Google. Quer casar comigo?

E quando eu fui fazer a mesma busca, o resultado ainda me valeu um sorriso.

Ah, um beijo para quem quer que tenha entrado neste blog de dentro dos dormitórios da universidade de Helsinki, na Finlândia. Espero que tenha encontrado o que estava procurando.

É isso então.

Link Permanente 4 Comentários