“Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?”

Agosto 28, 2008 at 4:48 pm (Uncategorized)

Gosto muito de coincidências. Porque, veja bem, mesmo a mais estúpida e aleatória delas me transmite a falsa impressão de que há uma lógica, um sentido subjacente em, digamos… na vida? No mundo?

Pelo mesmo motivo gosto muito das coisas completamente inesperadas e de funcionamento ligeiramente deslocado, mas que têm lá seu charme. De certa forma, esta idéia e a outra acima colidem. Mas é assim que as coisas funcionam na minha cabeça.

Porque estou aqui, no trabalho, fazendo mais uma pesquisa na internet. Enquanto isso, ouço os três primeiros discos da carreira solo do Paul McCartney com um objetivo: escolher as quatro mais legais – sim, quatro. Em toda a discografia dele. Quatro. Isso porque, no começo do bimestre, recebi do José Augusto a proposta completamente insana de fazermos um CD – o.i.t.e.n.t.a. minutos – com as melhores músicas dos Beatles em carreira solo. A meu cargo ficaram Lennon e McCartney.

(E isso ainda me valeu uma cópia de Alta Fidelidade, de onde saiu o título deste post.)

Resumindo: finalmente vou conhecer o Paul todinho por causa de um homem que prefere os Rolling Stones.

Sabe?

O que torna as coisas mais divertidas, a meu ver.

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2438 caracteres sem o menor sentido

Agosto 18, 2008 at 6:44 pm (Uncategorized)

 

Hoje sou uma estridentemente raivosa feliz e satisfeita casperiana. Mas nem sempre foi assim.

 

Aviso: este é o primeiro de uma provavelmente longa e tediosa série de posts sobre o fato de que se algum milagre ocorrer, logo estarei deixando a faculdade – e, portanto, estou muito sentimental a respeito disso.

 

Voltemos a 2004: primeiro ano na São Judas. Ainda inconformada com meu destino acadêmico, visitava frequentemente o site da Coordenadoria de Cultura Geral da Cásper – e assim descobri que naquela semana haveria um ciclo de cinema que, tendo o rock como tema, exibiria A Hard day’s night. Tendo visto o filme uma única vez no cinema, fiz um rápido cálculo: Cásper + Beatles = anulação do superego. Liguei na coord. e me mandei para o número 900 da avenida Paulista.

 

Toda constrangida, expliquei na recepção o que havia ido fazer naquele sagrado prédio, maculando-o com minha ignóbil presença; vinte breves minutinhos depois subi, sentei na primeira cadeira e fiquei bem quietinha, como todo ser completamente alien a um ambiente deve fazer. Algo entre o medo, a admiração e a vontade de passar despercebida. Esse código, estóico, sequer permitia rir durante o filme. Em um gesto de ousadia, dublei as músicas – mas, admito, com a mão na frente da boca. Discretíssima!

 

O plano seguia conforme o planejado. Seguia, até que o filme acabou e um dos dois professores que debateriam a respeito resolveu que queria conhecer cada um dos alunos que estavam presentes, perguntando de que turma eles eram.

(Cabe aqui dizer que um dos professores era o Luís Mauro, com quem então eu tinha aulas na São Judas, e o professor em questão era outro – acho que o Lira, não tenho certeza. O Lira é fofo, hoje eu sei.)

- Fulano, 2rta

- Cicrano, 1job

….

A apresentação seguiu, até que chegou a minha vez. Vermelha, só pude dizer:

- Eu-não-sou-daqui.

Como convém a um alien.

Ergui meu polegar e uma luz ofuscante me sugou para dentro de uma nave interestelar que me levou de volta para Vogon.

 

 

Segunda-feira, 2008, em uma sala de aula ao lado daquela na qual se passaram os fatos narrados, o professor José Augusto fala aos alunos sobre o ciclo de cinema da Coordenadoria de Cultura Geral. É impossível conter meu sorriso bobo.

 

Ha-ha. Hoje eu sou da Cásper. E graças ao quinto ano de faculdade vou pagar meia-entrada no show da Madonna.

 

Os quatro cavaleiros do após-calypso

 

A Musa Ruiva tem razão: a Coordenadoria de Cultura Geral é o lugar mais legal do mundo.

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Status: drunk

Agosto 6, 2008 at 6:46 pm (Uncategorized)

Porque sóbria é que eu não ia postar.

No momento estou no trabalho. Há mais ou menos uma hora, estivemos tomando champanhe com um bigboss. Teoricamente, a reunião era para comemorar resultados muitos bons – ê, somos número um!

Mas o fato é que todo mundo estava lá para saber se seremos vendidos.

“E essa é uma ótima notícia para a negociação com os caras”, disse o bigboss.

Romântica, guardei uma rolha. A rolha da venda da editora.

Jovem (portanto inconsequente), bebi três copos de champanhe – o que, para alguém que tomou uma xícara de café com leite no café-da-manhã e comeu salada no almoço, é o suficiente para ficar bêbada.

Conheci o primo da Musa Ruiva. E ouvi, de uma conhecida de mamãe, que ela tem uma foto de minha mãe grávida do meu irmão.

Foi um sentimento muito estranho. funcionários e Bigboss meio que estavam em uma, digamos, conversa tácita.

Me sinto parte da história da editora. De uma forma que não é boa.

Estamos sendo vendidos. De novo.

Alguém aí tá vendendo carrinho de cachorro quente?

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