Maio 5, 2008 at 6:35 pm (Uncategorized)

Sábado foi dia de casamento. Um lindo dia de outono: céu azul, vento geladinho, um sol dourado bem-educado, daqueles que só esquentam onde seus raios alcançam. Enfim, um dia perfeito.

As famílias só estariam mais alegres se a noiva tivesse aproveitado a ocasião para anunciar uma gravidez – mas por essa eles terão de esperar por um bom tempo. Da chegada ao cartório até depois da embriaguez do restaurante, estavam todos muito felizes.

Na sala pequenina do segundo andar a Fabi e o André trocaram alianças. Há quem diga que casamentos no civil não são emocionantes – algo de que discordo, conforme descobri naquele momento, quase às lágrimas. Porque deveria ser mais emocionante na igreja? Porque é longo? Porque é imponente? É o discurso do padre? Jesus na cruz? As flores?

O que comoveu naquele momento foram as duas pessoas tão queridas formalizando um compromisso de tentar, pelo resto de suas vidas, amar, respeitar e cuidar uma da outra. É pouca coisa? O que de mais comovente se pode oferecer a outra pessoa do que a parcela que te resta da sua vida?

Bonito demais.

(Textinho cafona. Fui eu que escrevi não.)

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