Bafão do jornalismo
Parece que o Sr. Paulo Henrique Amorim acreditou naquela estorinha de que blog é um espaço democrático onde o jornalista pode escrever sem se preocupar se está ou não pisando no calo do veículo para o qual trabalha, e essa coisa toda.
Semana passada, quando um pessoal tentou entrar no blog dele, hospedado no IG, deu de cara com uma mensagem de erro.

Após dúvidas – será problema no servirdor? Será que PHA pediu pra sair? Será culpa do Caio Túlio? -, ele se pronunciou em www.paulohenriqueamorim.com.br
O fato é que ele tem a incômoda mania de falar mal de político, e ultimamente vinha se manifestanto contra uma fusão na área das telecomunicações que pode diminuir drasticamente a concorrência entre as empresas e tal, coisa mais ou menos assim - oi, isto não é um blog de política. Daí tiraram ele do ar, sem nem dar um aviso prévio aos leitores – ao que parece, um caso inédito na internet nacional, digamos, séria.

Resumindo: a culpa é do Caio Túlio.
Mas, falando das flores, é bom lembrar que ainda há neste mundo quem acredite em alguma coisa e lute por isso: Mino Carta, sabendo do que houve, retirou seu blog do IG.
E o Caio Túlio que é professor de Ética.
- Ela é sua namorada?
Se você perdeu as duas primeiras temporadas de The L Lovers, segue um trailer-resumão.
(Considerando o hermetismo desse post, recomendo que, se você não for a Iza ou a Mari, vá ler outra coisa mais interessante. Sugestão.)
The L Lovers (Not so) Greatest Hits – (Not so) Greatest Moments So far
(Voz grave, sexy, do narrador)
Um quinto andar, uma amiga em comum. Elas não sabiam que suas vidas estavam para mudar… para sempre!
- Oi, você é a Iza do Apenas? Daquela foto no jardim do Monet?
Elas compartilharam o incompartilhável.
[Cena: Chorando no banco do quinto andar]
Compartilharam momentos de grande emoção.
(Cena: Carlos, Tânia, Iza e Mari saindo da Cásper. Iza vê alguém à frente e pega na mão de Mari.)
(Cena: Cantando no carro)
- Eu chorei tanto que a camisa dele ficou toda molhada…
- Oi, tudo bem? Como é que você está? Eu tenho uma coisa pra te contar, promete que não fica brava comigo. Pode vir aqui pra casa conversar sobre isso se quiser. Fica bem! Olha, é o seguinte…
- Eles dizem que não entendem as mulheres… mas as mulheres também não entendem os homens!
- É tudo uma grande merda!
E momentos bizarros.
- Mi, eu quero algo ver-de pra ela usar!
- Essa é a Izabelle. E essa é a Mariana
(Cena: climão)
- My Preeeecioussss
Coisas das quais não dá para se orgulhar.
- Eu sou a Barbie!
- Aiii, eu tô de vestido…
- Gente, ela tá grávida!
- VAI ROLAR UM ADULTÉRIO!
Grandes momentos, com grandes amigos.
Participações especiais de Pô, Talita, Elisa, Marília, Lígia, Rafa, Rebecca, Mister Varella, Fabi, Musa Ruiva e outros…
(Cena: Bar Opção)
- Ele tem uma filha!
- Então ele tem um amiguinho esperto, que produz bons…
- Mas não é o amiguinho que produz. É…
- É o círculo social do amiguinho!
Nesta teceira temporada, elas usarão toda sua sensibilidade para enfrentar grandes desafios.
Mas sem perder a piada - jamais.
(Cenas aleatórias de dança em Pororocas, cervejada, baile de formatura, dança com gringos…)
Porque o que importa na vida é a amizade. E a trilha sonora.
(Cenas aleatórias de Mari e Iza de mãos dadas em momentos difíceis)
The L Lovers - terceira temporada. Em exibição a partir de 11 de março.
Um brinde à polifonia!
O avô do Paul tinha razão… livros….
Sexta-feira foi dia de mudança no quarto andar da (de perto não tão) fantástica fábrica de livrinhos. Dia de colocar montes e montes de papel empoeirado dentro de caixas e torcer para que nada se perdesse. Uma verdadeia sinfonia da fita adesiva.
O campo ideal para uma disputinha de capital simbólico. Bater o pé por dois centímetros perdidos de mesa. Só os estagiários podem ter uma mesa onde não cabe computador + livro. (Odeio a minha mesa. Ela é ridiculamente pequena. Estou para os outros estagiários como Jeff. Del Rios estava para os demais professores da Cásper – sou uma piada).
Nas mesas, cadeiras, computadores, telefones e até latas de lixo foram colocadas etiquetas com o nome e o número de cada funcionário. Ligeira vontade de sumir com a etiqueta do meu computador – mas, puxa, hoje ele já estava lá, travando e reiniciando em minha mesa.
Uma colega disse que é a segunda vez que ela vê uma mudança aqui dentro – e ela está aqui há dois anos. Deve ser para evitar o tédio – mesmo motivo pelo qual ainda espero por uma boa chuva de verão que faça o Tietê transbordar (e a gente sair correndo antes do final do expediente). Adoro uma balbúrdia.
Em compensação, sexta-feira foi um daqueles dias pelos quais até vale a pena trabalhar por aqui. “Olha, nesta caixa estão alguns livros gringos que nós não vamos querer….”. Fui pra casa com um manual de sociologia e dois infanto-juvenis, um sobre astronomia, outro sobre eletrônica.
Hoje uma moça veio fazer a limpeza das mesas, sujinhas, cheias de marcas de mão. Ela nem olhou pra minha. Eu sou uma mendiga na economia de capital simbólico.