Julho 23, 2007 at 1:06 pm (Uncategorized)

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The dedication of this book is split seven ways.

To Neil,

to Jessica,

to David,

to Kenzie,

to Di,

to Anne,

and to you, if you have stuck with Harry until the very and.

E assim foi por água abaixo, logo na dedicatória, minha promessa de tentar não chorar tanto assim com o último Harry Potter.

Pobre, ao invés de participar das festividades simultâneas ao redor do mundo no momento do lançamento, só restou baixar o pdf na internet, domingo de manhã. Nerds, infantilóides, bobos, como queiram chamar os passionais fãs de Hogwarts, aceitamos.

Junto à vontade de desvendar todos os mistérios, o desejo de não acabar nunca. O fim era inevitável, mas nem por isso é mais fácil aceitá-lo. Sim, os fãs se entregam ao dramatismo sentimentalóide.

Pouco a pouco, cada pergunta recebe sua resposta. Como será que ficará o link para o site sobre o Snape, aí a direita, depois de tudo tudo tudo? Para onde vão as corujas encantadas depois que morrem?

Não importa o quanto um monte de bobões tentem, eles não podem estragar a graça de quem espera pelo fim. Uma previsão da professora Trelawney aos spoilers que publicaram o livro na internet antes do lançamento oficial: os servidores de vocês vão ficar pretos, secos e vão cair. Dementadores estarão a espera, vocês vão ver…

Malfeito, feito!

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Tanabata Matsuri

Julho 10, 2007 at 1:55 pm (Uncategorized)

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The sun is up, the sky is blue, it’s beautiful…

Domingo de tarde, saindo da estação Liberdade do metrô às cotoveladas, ouve-se ao longe uma banda tocando uma música que, apesar do idioma estranho, é muito familiar: o tema de Dragon Ball Z. Pessoas, muitas, por todos os lados, cheiro de comida, barraquinhas, o som de tambores e flauta no ar. Cores, muitas cores. Por causa do 29° Tanabata Matsuri, o Festival das Estrelas.

O Festival foi criado por causa de uma lenda japonesa. Vejamos: há muito tempo, muito antes dessa frase ser completada por “em uma galáxia muito distante”, morava próxima à Via Láctea uma princesa chamada Orihime (織姫). A lenda diz que ela era linda, como sempre dizem as lendas sobre as princesas. Certo dia seu papai, o Tenkou (天工), apresentou a ela um jovem e belo rapaz, como convém a um futuro príncipe. Kengyu (牽牛), assim ele era conhecido. Papai achava que ele era o cara que aqueceria o coração de sua filhinha, veja só. E não é que o velho sabia das coisas? Algum motivo tinha de haver para seu nome significar “Senhor Celestial”… pois bem. A partir de então, a vida do casal girava apenas em torno do romance, como acontece com tanta gente. Desse modo, eles deixavam de lado suas tarefas e obrigações diárias, o que é feio e errado, principalmente se você é uma princesa.

Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal (olhaí o turning point), o pai de Orihime decidiu separar os dois (junta e separa, oh indecisão), obrigando-os a morar em lados opostos da Via Láctea. Sentindo a tristeza infinita de Orihime, ele meio que quis voltar atrás, mas sem dar o braço a torcer. Observe como o Senhor Celestial é bem mais empático que a média dos papais por aí, e dos homens de um modo geral (a falta de empatia masculina ocorre em parte por construção social, e em parte pela constituicão do cérebro masculino, sabia?).

Voltando: o velho decide que os dois amantes podem se ver, mas só uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, e só podem fazê-lo se atenderem todos os pedidos vindos da Terra nesta data. Por isso, no Tanabata Matsuri as pessoas penduram em bambus os anzaku (短冊), pequenos pedaços de papel com pedidos. Dessa forma, elas ajudam a dificultar o encontro do casal, que gasta o dia inteiro para atender a todos os pedidos, e assim não tem tempo de, errr, jogar dominó (sim, o pai dela era mesmo muito esperto).

O legal é que na mitologia japonesa nossos dois amantes são representados por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).

Fofo, né?

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